Noticias

Os erros comuns em contenções: Como evitá-los com especificação e execução?

Como enfatiza o Engenheiro Valderci Malagosini Machado, erros em contenções não costumam ser imediatos, eles aparecem quando a obra já avançou e o custo para corrigir se torna alto. Continue a leitura e entenda que se a meta é preservar desempenho, reduzir risco e manter estabilidade do terreno ao longo do tempo, é essencial entender onde as falhas mais acontecem e como a engenharia técnica evita que elas se repitam.

Falhas de leitura do terreno: O erro que se multiplica desde o início

Toda contenção começa no solo. Quando a investigação geotécnica é superficial, a obra parte de premissas frágeis, o tipo de solo, o nível de água e o comportamento de camadas profundas são determinantes para o dimensionamento. À vista disso, subestimar a variabilidade do terreno é o primeiro passo para o insucesso.

Um projeto de contenção eficiente não nasce da média de sondagens, mas do reconhecimento das diferenças entre pontos críticos. É nelas que o solo costuma responder de maneira imprevisível, e é nelas que a segurança deve ser reforçada. O erro de diagnóstico se converte em recalques, fissuras e deformações que comprometem todo o sistema.

Escolha inadequada do sistema: O equívoco entre técnica e conveniência

Em busca de rapidez ou economia imediata, muitas obras escolhem o tipo de contenção pelo custo direto, sem correlacionar comportamento do solo, profundidade da escavação e presença de água. Essa escolha simplificada leva a sistemas subdimensionados, que se deformam além do previsto ou exigem reforços durante a execução.

A escolha correta depende do equilíbrio entre resistência e rigidez. Um sistema mais flexível pode parecer viável, mas tende a acumular deformações e afetar o desempenho de estruturas vizinhas. Em contrapartida, soluções mais rígidas demandam precisão de montagem e drenagem eficiente. O ideal é especificar com base em comportamento, e não apenas em custo por metro quadrado.

Falhas de drenagem e o papel da água nas patologias de contenção

A água é o inimigo invisível das contenções. Quando não há drenagem adequada, a pressão hidrostática atua de forma constante, elevando esforços e acelerando fissuras e deslocamentos. Mesmo sistemas dimensionados corretamente falham se o caminho da água não for controlado. Assim sendo, cada projeto precisa prever drenos verticais e horizontais, pontos de alívio e camadas filtrantes que permitam escoamento seguro.

Com foco em prevenção de prejuízos, Valderci Malagosini Machado destaca como o planejamento correto na entrega e no içamento de painéis reduz riscos e danos.
Com foco em prevenção de prejuízos, Valderci Malagosini Machado destaca como o planejamento correto na entrega e no içamento de painéis reduz riscos e danos.

Sob o olhar do Diretor Técnico Valderci Malagosini Machado, o problema não é apenas infiltração visível. É a variação de pressão interna que muda o regime de carregamento e transforma pequenas deflexões em patologias estruturais. Quando a drenagem é integrada ao sistema desde o projeto, a contenção trabalha sob esforços conhecidos e previsíveis.

Montagem e execução: Onde a precisão define o desempenho final?

Mesmo o melhor projeto falha se a execução negligencia tolerâncias e sequência. Painéis desalinhados, ancoragens com profundidade incorreta e soldas fora de especificação alteram a geometria e comprometem o travamento. À vista disso, a fiscalização contínua e o controle de qualidade em campo são as únicas garantias de que a contenção montada corresponde ao cálculo teórico.

Como destaca o Diretor Técnico Valderci Malagosini Machado, quando a verificação ocorre apenas após o concreto lançado, a obra já perdeu a chance de corrigir com custo controlado.

Manutenção e monitoramento: O pós-obra como parte do desempenho

O controle da contenção não termina com a concretagem. Monitoramentos de deslocamento e recalque são essenciais para confirmar se o comportamento em serviço está dentro do esperado. Negligenciar essa etapa é abrir espaço para patologias tardias que afetam o subsolo e o entorno.

Como aponta o Engenheiro Valderci Malagosini Machado, o monitoramento não é um luxo técnico, é parte do compromisso com a estabilidade. Ele valida a coerência entre projeto, solo e execução, permitindo identificar desvios antes que se transformem em problemas estruturais.

Erros evitáveis, resultados previsíveis

Os erros mais comuns em contenções (diagnóstico incorreto, sistema inadequado, drenagem deficiente e execução sem controle) são falhas evitáveis quando especificação e acompanhamento caminham juntos. Como resume o Engenheiro Valderci Malagosini Machado, uma contenção bem projetada é aquela que não surpreende. Ela mantém estabilidade, reduz risco e permite que o terreno e a estrutura coexiste com a segurança e previsibilidade.

Autor: Aleeskeva Pavlova

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo