Como considera o médico especialista em diagnóstico por imagem Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, a consolidação de um sistema público de saúde verdadeiramente eficiente depende da harmonia entre a oferta de exames e o acompanhamento clínico rigoroso. No Brasil, o desafio não reside apenas em disponibilizar o equipamento, mas em garantir que a jornada da paciente seja fluida, desde o agendamento inicial até o eventual tratamento oncológico.
Se você busca compreender as estratégias para otimizar os recursos do SUS e garantir que nenhuma mulher fique sem assistência, este artigo detalha os passos necessários para essa transformação. Continue a leitura e veja como a visão técnica pode nortear melhorias significativas na rede pública de saúde!
Mamografia no SUS: Como ampliar acesso com qualidade e continuidade?
A ampliação do acesso à mamografia no Sistema Único de Saúde (SUS) é uma pauta urgente que exige inteligência logística e investimentos precisos. Atualmente, embora existam mamógrafos em diversas regiões, a ociosidade de alguns equipamentos contrasta com as longas filas em outros centros urbanos.

A descentralização do atendimento é fundamental para que o serviço chegue às periferias e ao interior do país. Para o Doutor Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, não basta adquirir novas máquinas; é preciso criar uma rede de suporte que garanta que o exame realizado em uma unidade básica chegue rapidamente às mãos de um especialista qualificado para o laudo.
A jornada da paciente e a garantia de continuidade no tratamento
Um dos principais obstáculos no serviço público não é apenas a realização do exame, mas o que acontece após o resultado. A continuidade do cuidado é o elo mais frágil da corrente assistencial no Brasil. De acordo com Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, o sistema frequentemente falha em conectar a mulher com alteração no exame à biópsia e, posteriormente, ao tratamento especializado. Essa quebra no fluxo assistencial pode anular os benefícios do rastreamento.
Por esse motivo, é essencial implementar sistemas de regulação mais inteligentes que priorizem casos suspeitos de forma automática, reduzindo o tempo de espera entre o diagnóstico e a intervenção médica necessária. A integração de dados através do prontuário eletrônico nacional facilitaria a monitorização de cada etapa dessa jornada. A tecnologia deve ser usada para evitar que a paciente se perca nos labirintos burocráticos das centrais de regulação.
Estratégias para a modernização do diagnóstico por imagem no SUS
Para modernizar o acesso, o Brasil precisa investir na transição completa para a mamografia digital em todas as unidades de referência. A tecnologia digital permite o armazenamento em nuvem e a telediagnose, o que possibilita que médicos em grandes centros analisem exames realizados em áreas remotas.
Segundo o Doutor Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, essa é a maneira mais rápida de suprir a carência de radiologistas especializados em determinadas regiões do território nacional. A inovação tecnológica, portanto, atua como uma ferramenta de equidade, levando a excelência do diagnóstico onde o especialista ainda não consegue estar fisicamente presente.
Qualidade e olhar atento!
Ampliar o acesso à mamografia no SUS com qualidade requer um olhar atento tanto para a ponta do atendimento quanto para a gestão estratégica. O fortalecimento das parcerias entre estados e municípios, somado a um rigoroso controle de qualidade, é o caminho para reduzir a mortalidade por câncer de mama. Como conclui o Doutor Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, o sucesso das políticas de saúde pública depende da nossa capacidade de oferecer não apenas um exame, mas um caminho seguro e ágil para a cura.
Autor: Aleeskeva Pavlova



