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O que é TDAH e quais são os principais sinais? Confira com Alexandre Costa Pedrosa

Segundo o empresário Alexandre Costa Pedrosa, o TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento que interfere na atenção, no controle dos impulsos e no nível de atividade em diferentes contextos da vida. Tendo isso em vista, compreender esse quadro exige um olhar além da agitação aparente, pois muitos sinais aparecem de modo silencioso na rotina escolar, familiar, social e profissional. 

Pensando nisso, a seguir, detalharemos como os principais sinais se manifestam.

O que é TDAH?

O TDAH envolve alterações no modo como a pessoa regula atenção, planejamento, energia e impulsividade. De acordo com Alexandre Costa Pedrosa, isso não significa falta de interesse, preguiça ou ausência de capacidade intelectual. Pelo contrário, muitas pessoas com o transtorno demonstram criatividade, raciocínio rápido e boa capacidade de resolver problemas, mas enfrentam dificuldade para organizar essas habilidades de maneira constante.

Isto posto, um dos maiores equívocos sobre o TDAH é reduzir o transtorno à hiperatividade. Embora a agitação seja um sinal possível, ela não está presente da mesma maneira em todos os casos. Em algumas pessoas, o quadro aparece principalmente como distração, esquecimento, dificuldade para concluir tarefas e sensação constante de desorganização mental.

Quais são os principais sinais de TDAH?

Os sinais de TDAH costumam aparecer em três grupos principais: desatenção, impulsividade e hiperatividade. Esses aspectos podem surgir juntos ou com intensidades diferentes. Por isso, a análise precisa considerar frequência, prejuízo e repetição ao longo do tempo, e não apenas comportamentos pontuais. Assim sendo, entre os sinais mais comuns, estão:

  • Desatenção: dificuldade para manter o foco, concluir tarefas, seguir instruções longas e organizar materiais ou compromissos.
  • Impulsividade: respostas precipitadas, interrupções frequentes, dificuldade para esperar a vez e decisões tomadas sem avaliar consequências.
  • Hiperatividade: inquietação corporal, fala excessiva, necessidade constante de movimento e dificuldade para permanecer parado.
  • Desorganização: atrasos recorrentes, perda de objetos, esquecimento de prazos e baixa percepção da passagem do tempo.
  • Oscilação de desempenho: períodos de grande produtividade alternados com dificuldade para iniciar ou finalizar atividades simples.

Esses sinais não devem ser interpretados de forma isolada. Uma criança pode ser agitada sem ter TDAH, assim como um adulto pode se distrair por cansaço, excesso de demandas ou estresse. A diferença está na persistência do padrão e no impacto concreto sobre estudos, trabalho, relações e autonomia, conforme ressalta Alexandre Costa Pedrosa.

Alexandre Costa Pedrosa
Alexandre Costa Pedrosa

Quando buscar avaliação para TDAH?

A avaliação se torna importante quando os sinais são frequentes, persistentes e prejudicam áreas relevantes da vida, como destaca Alexandre Costa Pedrosa. Ou seja, uma dificuldade ocasional de foco não basta para caracterizar TDAH. O ponto central é o padrão repetido, presente em mais de um ambiente e capaz de comprometer aprendizagem, produtividade, convivência ou autoestima.

Aliás, também merece atenção quando a pessoa sofre cobranças constantes por comportamentos que tenta controlar, mas não consegue sustentar por muito tempo. Tal como expressa o empresário Alexandre Costa Pedrosa, nesses casos, a avaliação adequada ajuda a diferenciar TDAH de ansiedade, privação de sono, estresse, dificuldades emocionais ou outros fatores que podem produzir sintomas parecidos.

Identificar sinais é o primeiro passo para compreender melhor

Em suma, reconhecer os sinais de TDAH permite substituir julgamentos por entendimento. A partir dessa leitura, desatenção, impulsividade e hiperatividade deixam de ser vistas apenas como falhas de comportamento e passam a ser analisadas dentro de um funcionamento mais amplo, que envolve autorregulação, contexto e impacto cotidiano.

À vista disso, compreender o transtorno com clareza favorece decisões mais responsáveis, tanto na família quanto na escola e no trabalho. Uma vez que observar os sinais com critério não significa rotular pessoas, mas abrir espaço para orientação, adaptação e melhor qualidade de vida.

Autor: Diego Rodríguez Velázquez

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