Período reúne definição de coligações e escolha de candidatos, enquanto regras mais rígidas já restringem a atuação de agentes públicos e pré-candidatos na mídia
O calendário eleitoral de 2026 entra em uma fase decisiva a partir do dia 20 de julho, quando partidos políticos e federações passam a realizar suas convenções para definir coligações e escolher formalmente os nomes que vão disputar os cargos nas Eleições Gerais deste ano. Até essa data, os nomes que circulam na imprensa e nas pesquisas ainda são considerados apenas pré-candidatos, já que somente após as convenções partidárias as candidaturas passam a existir oficialmente perante a Justiça Eleitoral.
O que muda a partir de 20 de julho com as convenções
As convenções seguem até o dia 5 de agosto e representam o momento em que cada legenda define, de fato, quem vai representá-la nas urnas, além de fechar as alianças que vão sustentar as chapas nos estados e no plano nacional. É também a partir de 20 de julho que partidos e candidatos passam a ter a obrigação de informar à Justiça Eleitoral todos os recursos financeiros recebidos para campanha, com prazo de até 72 horas após o recebimento de cada valor. A medida busca dar mais transparência ao financiamento eleitoral, já que essas informações precisam ficar disponíveis para consulta pública na internet.
Depois do período de convenções, o prazo para o registro oficial das candidaturas na Justiça Eleitoral se encerra em 15 de agosto, um dia antes do início oficial da campanha eleitoral. Até essa data de registro, no entanto, quem pretende disputar as eleições ainda pode fazer propaganda intrapartidária, ou seja, buscar apoio dentro do próprio partido para ser o escolhido nas convenções, o que explica a movimentação política intensa que já se observa nas últimas semanas.
Regras mais rígidas alcançam agentes públicos e a exposição na mídia
O período pré-eleitoral também trouxe uma série de restrições que já estão em vigor. Desde 30 de junho, emissoras de rádio e televisão não podem mais transmitir programas apresentados ou comentados por pré-candidatos, uma regra prevista na legislação eleitoral com o objetivo de evitar vantagem indevida na disputa por meio da exposição frequente na mídia. A partir de 4 de julho, entraram em vigor novas restrições voltadas a agentes públicos: ficou vedada a presença de candidatos em inaugurações de obras, foi proibida a contratação de shows artísticos pagos com recursos públicos em eventos oficiais, e autoridades em disputa eleitoral tiveram que retirar de sites e canais institucionais qualquer conteúdo que as identifique, como nomes, imagens e slogans.
Essas restrições fazem parte de um conjunto de medidas que buscam impedir o uso da máquina pública em benefício de quem já ocupa cargos e pretende disputar a reeleição ou outro posto neste ciclo eleitoral. A fiscalização dessas regras cabe ao Tribunal Superior Eleitoral, que também mantém uma frente de combate à desinformação durante o período eleitoral, com iniciativas voltadas a ajudar o eleitor a diferenciar fatos de notícias falsas.
Quem já disputa a corrida pela Presidência da República
No campo presidencial, o cenário já reúne mais de uma dezena de nomes apontados como pré-candidatos por diferentes partidos, embora somente as convenções de julho e agosto confirmem oficialmente quem de fato vai disputar o Palácio do Planalto. O atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva concorre à reeleição pelo PT, enquanto o Partido Liberal escolheu o senador Flávio Bolsonaro como pré-candidato depois que o ex-presidente Jair Bolsonaro se tornou inelegível em razão da condenação relacionada aos atos golpistas de 8 de janeiro. Romeu Zema, que deixou o governo de Minas Gerais em abril para se dedicar à disputa nacional, aparece como pré-candidato do Novo, e legendas de menor expressão eleitoral, como PCB e PSTU, também confirmaram nomes para a corrida presidencial.
Com as convenções batendo à porta e o prazo de registro de candidaturas se aproximando, o mês de julho marca a transição entre a fase de especulação política e o início formal da disputa eleitoral de 2026. É a partir de agora que o eleitor passa a ter, de fato, os nomes definitivos com os quais vai lidar até a votação, o que deve intensificar ainda mais o debate público nos próximos meses.
Fontes:
https://www.tse.jus.br/eleicoes/eleicoes-2026
https://www.terra.com.br/noticias/brasil/politica/saiba-quem-sao-os-pre-candidatos-a-presidencia-da-republica-nas-eleicoes-2026,2efd27f09f5237ad9e25c04baf0da9a9kbks7zoi.html




